O mundo e o homem

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Mídia e educação

Um sonho possível, despertar a crença de que mudar o mundo é possível.
A princípio a bondade tem que surgir no ser como potência. O olhar para o outro é caminho. A vida e as vivências torna-se suporte para melhorar suas vivencias e as dos outros. Ler as realidades e aprender a partir de cada realidade de cada experiencia boa ou ruim. Tornar-se cidadão na integra. Idéias trabalhadas na prática.

sábado, 22 de outubro de 2011

¨A máquina de aprender mais potente do mundo¨.

O cérebro dos bebês já foi descrito como ¨a máquina mais potente do universo¨, e com bons motivos. Um bebê chega ao mundo preparado para assimilar todas as imagens, sons e sensações que o cercam.

Acima de tudo, o bebê fica fascinado com outros humanos: seu rosto, sua voz e seu toque. O livro Babyhood, de Penelope Leach, diz: ¨Foram feitos muitos estudos sobre as imagens que mais interessam a um bebê, os sons que mais atraem e prendem sua atenção, as sensações de que ele obviamente mais gosta de experimentar. E em geral todas essas coisas são proporcionadas prontamente pela mesma fonte: um adulto prestativo e atencioso.¨Assim não é de admirar que os pais desempenhem um papel essencial no desenvolvimento de seus filhos. Os pais e os pediatras ficam impressionados com a habilidade de um recém nascido de aprender um idioma novo por apenas ouvi-lo. Os pesquisadores descobriram que, em questão de dias, um bebê se acostuma com a voz de sua mãe e prefere ouvi-la em vez de ouvir estranhos;

A sociedade é a unidade suprema, e o indivíduo só chega às suas invenções ou construções intelectuais na medida em que é sede de interações coletivas, cujo nível e valor dependem naturalmente da sociedade em conjunto. O grande homem que parece lançar novas correntes é apenas um ponto de intersecção ou de síntese de idéias elaboradas por cooperação contínua (…) é por isto que a questão importante não consiste em pesar os méritos do indivíduo ou do grupo (problema análogo ao das relações de filiação entre o ovo e a galinha). A questão importante é distinguir a lógica, na reflexão solitária assim como na cooperação, e os erros ou insanidades, na opinião coletiva assim como na consciência individual”.A sociedade é a unidade suprema, e o indivíduo só chega às suas invenções ou construções intelectuais na medida em que é sede de interações coletivas, cujo nível e valor dependem naturalmente da sociedade em conjunto. O grande homem que parece lançar novas correntes é apenas um ponto de intersecção ou de síntese de idéias elaboradas por cooperação contínua (…) é por isto que a questão importante não consiste em pesar os méritos do indivíduo ou do grupo (problema análogo ao das relações de filiação entre o ovo e a galinha). A questão importante é distinguir a lógica, na reflexão solitária assim como na cooperação, e os erros ou insanidades, na opinião coletiva assim como na consciência individual”                           Jean Piaget



Em semanas , consegue diferenciar os sons da língua materna de seus pais e os sons de outras línguas; e, em questão de meses, consegue perceber as transições entre palavras e assim saber a diferença entre a fala normal e sons incompreensíveis.
O apóstolo cristão Paulo escreveu: ¨Quando eu era pequenino, costumava falar como pequenino¨.( Coríntios13:11) . Como é que um pequenino, ou um bebê, fala? Geralmente balbuciando uma enxurrada de coisas, sem sentido. Será que isto é apenas barulho? De jeito nenhum! Em seu livro em como o cérebro se desenvolve  nos primeiros cinco anos de vida, a Dra. Lise Eliot nos lembra que o ato de falar é ¨ uma habilidade motora complexa, que requer a coordenação rápida de dezena de músculos que controlam os lábios, a língua, o palato e a laringe¨.Ela acrescenta: ¨Embora o balbuciar pareça ser apenas um modo encantador de os bebês conseguirem atenção, ele também é um ensino muito importante para a complexa ginástica do falar¨. 

 

B. Período Simbólico - dos 2 anos aos 4 anos, aproximadamente. 
      Neste período surge a função semiótica que permite o surgimento da linguagem, do desenho, da imitação, da dramatização, etc.. Podendo criar imagens mentais na ausência do objeto ou da ação é o período da fantasia, do faz de conta, do jogo simbólico. Com a capacidade de formar imagens mentais pode transformar o objeto numa satisfação de seu prazer (uma caixa de fósforo em carrinho, por exemplo). É também o período em que o indivíduo “dá alma” (animismo) aos objetos ("o carro do papai foi 'dormir' na garagem"). A linguagem está a nível de monólogo coletivo, ou seja, todos falam ao mesmo tempo sem que respondam as argumentações dos outros. Duas crianças “conversando” dizem frases que não têm relação com a frase que o outro está dizendo. Sua socialização é vivida de forma isolada, mas dentro do coletivo. Não há liderança e os pares são constantemente trocados. 
      Existem outras características do pensamento simbólico que não estão sendo mencionadas aqui, uma vez que a proposta é de sintetizar as idéias de Jean Piaget, como por exemplo o nominalismo (dar nomes às coisas das quais não sabe o nome ainda), superdeterminação (“teimosia”), egocentrismo (tudo é “meu”), etc.

                                                                                                        Jean Piaget
Os pais respondem ao balbuciar do bebê de uma forma infantilizada, e isto também tem uma utilidade. Essa fala estimula o bebê a responder. Esse vaivém ensina ao bebê os elementos básicos de conversação-uma habilidade que ele usará pelo resto de sua vida

Mudança de papéis 

Os pais ficam bem ocupados atendendo às necessidades diárias de seus recém-nascidos.
o bebê chora, e alguém o alimenta. O bebê chora, e alguém troca suas fraldas. O bebê chora, e alguém o pega no colo. Essa atenção é apropriada e necessária. Nessa fase, o principal papel dos pais é cuidar do filho.- 1 Tessalonicensses 2:7.

Por isso, é natural que o bebê pense que ele é o centro do Universo e que os adultos-em especial seus pais-vivem apenas em função dele. Esse conceito é equivocado, mas perfeitamente compreensível. Afinal esta tem sido a realidade do bebê por mais de um ano. Do seu ponto de vista, ele é o rei de um império habitado por pessoas grandes que existem para servi-lo. O conselheiro falíliar John Rosemond escreveu: ¨
                                              ¨Leva apenas dois anos para formar essa impressão ilusória; mas leva 16 anos ou mais para corrigi-la! Parece contraditório, mas este é o trabalho dos pais:fazer seu filho fazer seu filho acreditar nesta fantasia e então, com jeito, fazer cai-lo na realidade.¨

Com cerca de de 2 anos, o filho começa mesmo a cair na realidade quando o foco dos pais deixa de ser cuidar e passa a ser educar. Agora a criança se dá conta de que a situação
não está sob seu controle, mas sob o controle de seus pais. O reinado do bebê foi derrubado, e ele talvez não aceite bem o novo governo.

FRUSTRADO, ELE TENTA CONTINUAR NO COMANDO. Como?