Durante o curso de formação de professores, temos confrontado os
conhecimentos adquiridos pelo PNAIC, com nossa realidade dentro de nossas salas
de aula.
Assim, este encontro objetivou a apresentação
das professoras alfabetizadoras; e suas respectivas turmas, conforme combinado
no encontro anterior. Cada professor apresentou seu trabalho desenvolvido com
as rotinas apresentadas nos estudos do PNAIC. Os trabalhos apresentados
mapearam o trabalho das professoras, demonstrando seus interesses referentes à
formação.
Dentre as ações do PNAIC apresentadas, e seus
objetivos a atividade permanente, leitura para deleite tem envolvido as
professoras levando as a reflexão da importância da leitura descontraída,
desenvolvendo a habilidade do processo de se apaixonar pela leitura.
Os professores demonstraram interesse por
esta unidade, por que veio de encontro a esclarecimentos sobre o funcionamento
da escrita alfabética; reflexões sobre os processos de apropriação do sistema
de escrita alfabética e suas relações com a consciência fonológica;
planejamento de situações didáticas destinadas ao ensino do Sistema de Escrita
Alfabética.
A unidade três vem esclarecer aos professores
alfabetizadores entender a concepção de alfabetização na perspectiva do
letramento, compreendendo que a aprendizagem da escrita alfabética constitui um
processo de compreensão de um sistema notacional e não a aquisição de um
código; analisar as contribuições da teoria da psicogênese da escrita para a
compreensão do processo de apropriação do sistema de escrita alfabética;
entender as relações entre consciência fonológica e grafia de palavras,
utilizando materiais distribuídos pelo MEC; analisar diferentes alternativas
didáticas para o Ensino do Sistema de Escrita Alfabética como o uso de
diferentes materiais distribuídos pelo MEC, identificando os objetivos e elas
associadas.
Entendemos que, para favorecer ao educando oportunidades
significativas de aprendizagem, o trabalho proposto pelo educador deverá estar
norteado nas reflexões aprofundadas sobre o processo de alfabetização baseado
no letramento, deve propiciar propostas de trabalho envolvendo o uso dos
materiais didáticos.
Ficou evidente durante os assuntos abordados e
reflexões das professoras que os textos
literários, demonstram ser um suporte
importante para o trabalho do professor alfabetizador. Enriquecendo de forma
criativa e prazerosa o andamento dos objetivos do educador para evoluir o
educando em seu processo de aprendizagem.
A diversidade das turmas comprova que o
planejamento deve ser dinâmico e versátil. Contemplando os níveis que cada
turma apresenta.
Constatamos que para que possamos formar
leitores, precisamos ler!
O grupo de professoras mostrou dificuldade em
trabalhar com os níveis, e como fazer as intervenções para que o aprendiz
evolua no seu processo de aprendizagem.
Retomamos os assuntos referentes aos níveis
apresentados, e a importância da analise diagnostica da turma, nas
apresentações as professoras trouxeram suas avaliações feitas em suas
respectivas turmas, para que todas olhassem e refletissem sobre os níveis e
como poderia ser feita a intervenção com o educando.
Ficou clara a importância de planejar, para
que possamos fazer escolhas coerentes, organizar nossas rotinas, ter nossos
objetivos delimitados, saber aonde quer chegar e o que precisamos ensinar aos
nossos alunos.
O tema abordado veio de encontro às dúvidas
das professoras alfabetizadoras, esclarecendo.
Por a escrita alfabética ser um sistema
notacional, seu aprendizado é um processo cognitivo complexo, no qual as
habilidades perspectivas e motoras não têm um peso fundamental.
É em função de tais evidências que precisamos
recriar as metodologias de alfabetização, garantindo um ensino sistemático que,
através de atividades reflexivas, desafiem o aprendiz a compreender como a
escrita alfabética funciona, para poder dominar suas convenções letra som.
Concluímos que existem limitações das
professoras alfabetizadoras referentes às novas concepções de alfabetização.
Entretanto, observei que há interesse das
professoras alfabetizadoras no trabalho proposto. Concordamos em desenvolver
atividades dentro do nosso planejamento, a princípio priorizar uma rotina
envolvendo todos os materiais enviados pelo MEC.
Nesta proposta conversamos da importância dos
jogos enviados pelo MEC, e a riqueza deste material para que nos possamos
desenvolver em nossos alunos a reconstrução em sua mente das propriedades do
sistema da escrita alfabética, para poderem desenvolver um trabalho coerente.
Nesse percurso ele tem que compreender os
aspectos conceituais da escrita alfabética e tal compreensão funciona como
requisitos para que ele possa memorizar as relações letra-som de forma
produtiva, sendo capaz de gerar a leitura ou a escrita de novas palavras.
As professoras alfabetizadoras passaram por
processo de reconstrução do seu conhecimento; colocando-se no lugar do
educando; entendendo que a criança apresenta caminhos a seguir para que este
processo ocorra.
A criança precisa da intervenção do professor,
pois o caminho não pode queimar etapas; já que o conhecimento novo só pode
surgir a partir da transformação de um conhecimento anterior. Assim, precisamos
ter consciência de que uma criança precisa ser desafiada, ser convocada a refletir
sobre o SEA.
Trabalhamos a importância do livro didático, nossas
limitações referentes ao seu uso. Independente das restrições ao seu uso;
destacamos que ele pode construir um importante material, para auxiliar o
professor em seu trabalho, na sua prática pedagógica relacionado aos eixos de
Língua Portuguesa.
Priorizei a importância de o professor estar
presente na escolha deste material.
Apesar de algumas lacunas, é importante não
esquecermos que os livros didáticos são de boa qualidade, além de ser distribuído
para cada aluno, o que facilita o desenvolvimento das atividades no dia a dia
na sala de aula. ´
É preciso, portanto saber usá-los, para
garantir que os alunos se alfabetizem em uma perspectiva de letramento.
Referente aos acervos complementares enviados
pelo MEC, as professoras alfabetizadoras demonstraram curiosidade.
Refletimos, sobre o uso dessas obras- sua
manipulação direta e constante pela criança- constituindo uma ferramenta
poderosa no processo de letramento, determinante para a evolução do educando no
seu processo escolar, e na reflexão e compreensão do Sistema de Escrita
Alfabética.
Um dos trabalhos desenvolvido por duas
professoras alfabetizadores, chamou atenção das alfabetizadoras, projeto de uma
semana ( esta em anexo).
Constatamos que o trabalho com projetos, traz
uma proposta onde há um entendimento do processo de ensino/aprendizagem.
Aprender deixa de ser um simples ato de memorização e ensinar não significa
mais repassar conteúdos prontos. Os alunos participaram ativamente das
atividades propostas durante o projeto, às professoras das outras turmas
observaram, e queriam saber o que estava acontecendo, querendo participar do
projeto.
O uso dos vídeos nos faz refletir de forma
sensível sobre nossas praticas no cotidiano escolar, vem de encontro de que
nada sabemos e que nossa busca tornasse constante. E educação permeia a
formação do educador para poder chegar ao educando. Encerramos a formação dos
professores alfabetizadores, com agradecimento pela participação de todas.
Não conseguimos abordar todos os assuntos, o
tempo foi curto, pelo aumento dos debates e discussões. Concluímos que será
necessário um próximo encontro fora do cronograma para concluir os assuntos
pendentes.
Estamos nos aprofundando nas leituras, os
materiais são ricos, cabe a cada professor usar este material de forma
sistemática, com responsabilidade e alegria, tornando as aprendizagens
agradáveis e significativas.
Para o próximo encontro iremos discutir os
eixos de língua portuguesa e historia.
Quero agradecer a todas as professoras
alfabetizadoras, nossa coordenadora um abraço no coração.
Nenhum comentário:
Postar um comentário